Último debate entre candidatos ao Senado por São Paulo aborda reforma política, fim das bets no Brasil e regulação de IAs

  • 01/10/2026
(Foto: Reprodução)
Assista à íntegra do debate com candidatos ao Senado por SP O debate promovido pela EPTV entre candidatos ao Senado por São Paulo nesta quarta-feira (30), o último antes das eleições no domingo (4), abordou questões sobre reforma política, combate a violência contra as mulheres, fim das bets no Brasil, segurança pública, saúde e regulamentação da Inteligência Artificial (IA). Com transmissão no g1, o confronto de ideias reuniu quatro candidatos cujos partidos têm, ao menos, cinco representantes no Congresso Nacional: Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) também foram convidados, mas não participaram alegando compromissos de campanha. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O debate foi mediado pelo jornalista Jonatan Morel e dividido em quatro blocos. No primeiro bloco e segundo, os temas foram lives, e no terceiro houve sorteio entre temas definidos. No último bloco, cada candidato teve dois minutos para as considerações finais. CLIQUE AQUI PARA REVER O DEBATE Candidatos ao Senado por São Paulo no estúdio para o debate da EPTV Gabriel Pitor/g1 Confira, abaixo, cada bloco do debate: Bloco 1 No primeiro bloco, os candidatos ao Senado por São Paulo fizeram perguntas de tema livre, e cada um pode perguntar e responder uma vez. Geraldo Rufino e Simone Tebet abriram o debate abordando a necessidade da reforma política. Já Marina Silva e Soninha Francine trataram sobre investimentos na educação superior no interior de São Paulo. Simone Tebet e Marina Silva discorreram sobre políticas para combater o aumento dos casos de violência contra a mulher, enquanto Soninha Francine e Geraldo Rufino abordaram a possibilidade de ofertar cannabis medicinal para tratamento de doenças no Sistema Único de Saúde (SUS). Debate entre candidatos ao Senado por SP: bloco 1 Bloco 2 O segundo bloco também foi de tema livre e os candidatos que perguntaram e responderam foram escolhidos por sorteio. Geraldo Rufino indagou Soninha Francine sobre propostas para geração de emprego e renda, e houve debate sobre a possibilidade de uma reforma trabalhista que flexibilize as novas relações de trabalho e desoneração da folha de pagamento para os empregadores. Na sequência, Simone Tebet e Geraldo Rufino discutiram sobre os investimentos e ações para fortalecer o combate ao câncer no SUS, em especial nas cidades do interior de São Paulo. Ainda no mesmo bloco, Marina Silva e Simone Tebet discorreram sobre a segurança hídrica do interior paulista e quais medidas para garantir a sustentabilidade sem afetar o crescimento da indústria e os investimentos em data centers. Para finalizar o bloco, Soninha Francine e Marina Silva debateram sobre o programa Bolsa Família. Debate entre candidatos ao Senado por SP: bloco 2 Bloco 3 O terceiro bloco foi de temas definidos, e houve sorteio para saber qual candidato faria a pergunta. Simone Tebet e Soninha Francine debateram sobre a regulação das apostas online no Brasil, após o decreto federal que determinou o fim das bets no país. Geraldo Rufino e Marina Silva abordaram propostas para a segurança pública, enquanto Soninha Francine e Simone Tebet voltaram a debater sobre a reforma política. No fim do terceiro bloco, Marina Silva e Geraldo Rufino discutiram sobre a regulação da inteligência artificial no Brasil. Debate entre candidatos ao Senado por SP: bloco 3 Considerações finais O último bloco do debate foi de considerações finais dos candidatos, e a ordem foi definida por sorteio. Cada candidato teve dois minutos. Marina Silva (Rede) Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por SP, faz suas considerações finais "Primeiro, eu quero agradecer a você, que nos acompanhou até agora, e parabenizar a EPTV por essa oportunidade que nos dá de fortalecer a democracia para que a população do interior possa ouvir as nossas ideias, saber dos nossos legados e o que nós defendemos para São Paulo e para o Brasil. Eu tive uma filha que se formou aqui em Campinas, fez a sua formação jornalística aqui em Campinas. Tenho o meu suplente aqui de São Carlos, que tem um profundo conhecimento dessa região. Também quero ser senadora por São Paulo e pelo Brasil por duas razões. Uma é ajudar o presidente Lula a manter o legado que ele vem construindo no Brasil. É no governo dele que pessoas que ganham até cinco salários mínimos não tiveram mais de pagar imposto. Foi também com ele que conseguimos tirar novamente o Brasil do mapa da fome, fazer o Pé-de-Meia para que os jovens possam permanecer no ensino médio e sonhar com uma vida melhor, inclusive com uma faculdade. É no governo do presidente Lula que fizemos uma articulação no Congresso Nacional e que, na Câmara dos Deputados, eu pude votar para ter o fim da jornada 6 por 1, para que trabalhadores e trabalhadoras possam ter dois dias de descanso. Claro que respeitando as pequenas empresas para que elas tenham uma fase de transição. Quero também ser senadora por São Paulo e pelo Brasil para trabalhar por homens e mulheres, crianças e jovens, empresários e trabalhadores, por todos aqueles que merecem que um senador da República possa ajudar a criar um novo ciclo de prosperidade que não deixe ninguém para trás, principalmente as mulheres e os homens que querem empreender." Soninha Francine (Cidadania) Soninha Francine (Cidadania), candidata ao Senado por SP, faz suas considerações finais "Agradeço também aos profissionais da EPTV por nos proporcionar essa oportunidade, às candidatas e candidatos que compareceram mais uma vez. Meu nome é Soninha Francine, eu fui vereadora em São Paulo em dois mandatos, exerci inúmeros cargos no executivo municipal e estadual e agora quero ser senadora, entre outras coisas, para trazer mais recursos federais para o estado de São Paulo. A gente ouve muitas vezes que São Paulo é o estado mais rico da federação. Isso não quer dizer que esse seja o governo que mais dispõe de recursos para atender as necessidades da população. Quando você faz a conta da receita de impostos do estado de São Paulo, dividido pelo número de pessoas que moram aqui, a gente fica ali em 11º lugar na receita per capita. Então é um estado que, obviamente, o nosso orçamento é muito volumoso, mas as nossas despesas também são e, em função de uma sequência de governos muito bem-sucedidos, a gente tem equipamentos que são referência na América do Sul toda, o Instituto do Câncer, a Rede Lucy Montoro, que são espetaculares. Vêm pessoas do continente africano para procurar atendimento em saúde na rede do estado de São Paulo. Então, nós precisamos, sim, de investimentos federais. O Brasil inteiro precisa desse recurso federal para que as pessoas não precisem abandonar tudo para trás. Vem a mãe com a criança sozinha morar aqui por causa de um atendimento em saúde, mas São Paulo também precisa de mais recursos. O presidente Lula recentemente celebrou a realização de uma cirurgia robótica no Pará, cirurgia que São Paulo já faz, além de alguns outros estados, e o presidente anunciou R$ 50 milhões para fazer essa cirurgia no Brasil inteiro. Dá para dois equipamentos desse tipo de cirurgia. Então, São Paulo é rico, sim. São Paulo tem o maior orgulho de atender pessoas do continente todo, mas São Paulo precisa de mais recurso federal. Meu número é 232". Geraldo Rufino (Podemos) Geraldo Rufino (Podemos), candidato ao Senado por SP, faz suas considerações finais "Olha, eu sou diferente, eu não tenho um grupo. Você vê, pela relação dos ausentes e o tamanho do grupo, a quantidade de partidos envolvidos para formar um grupo. Eu não pertenço a grupo nenhum, eu só estou com o Podemos. Eu tenho liberdade para ter o meu gabinete e fazer pelo povo. Eu sou o povo e vou representar o povo. Então eu só quero uma oportunidade. Se você já fez uma escolha, para os presentes e mesmo para os ausentes, se você já fez uma escolha, me dá uma oportunidade de segundo voto. Eu vou estar na cadeira do povo no Senado e provar para você que é possível mudar esse cenário que nós estamos vendo hoje, que é sempre mais do mesmo. Vai e volta, mais promessa e começa de novo, troca de cadeira, muda de endereço e nós temos o mesmo resultado. Precisamos mudar as escolhas para melhorar o resultado. Então eu só preciso de uma oportunidade. Tem dois votos, me dá o segundo. 200. Agora, eu tenho um comentário que eu quero fazer. Quando se fala em grupo político, vai para lá, vem para cá, essa coisa de credibilidade. Essa semana, para a minha surpresa, eu não sou de vitimismo, vim da favela, perdi a mãe cedo, mas eu venci. Venci na CLT por 14, 15 anos, venci gerando emprego e agora eu vou vencer atendendo as pessoas que eu entendo que alguém precisa fazer isso. Mas essa semana eu fui surpreendido por alguém que disse que não era possível, que faz 100 anos que não tem um negro de São Paulo no Senado e que isso não era possível. Se há 100 anos não tem um, não é agora que ia ter. Cara, mas eu sempre preservei pela minha credibilidade e o meu caráter. Pediram para eu apoiar um grupo. Desisti de apoiar um grupo enquanto era tempo. Eu comentei com o meu filho. Meu filho me falou uma frase de um cara que eu admiro muito, chamado Mano Brown, dos Racionais. Ele disse o seguinte: "Ri, pode rir. Mas olha, vocês podem rir e continuem rindo, mas não desacreditar". Não desacreditar." Simone Tebet (PSB) Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por SP, faz suas considerações finais "Agradecendo à EPTV e os candidatos e candidatas, eu gostaria de me dirigir a você. Estamos esse ano na eleição mais importante da história de nossas vidas e temos uma escolha a fazer. De um lado, quem gosta de gente, quem cuida das pessoas, que defende o trabalhador com fim da escala 6 por 1, sem redução de salário, mas protegendo o pequeno e médio negociante e comerciante, quem cuida do SUS fortalecido, quem cuida das pessoas na saúde, na educação, na segurança pública. De outro, homens, homens que não têm muitas vezes a coragem de vir expor as suas ideias, porque sabem e sabiam que seriam muito questionados pelas escolhas, muitas vezes não éticas, que fazem. Eu fui prefeita, deputada, vice-governadora, senadora e ministra. Tenho coragem, tenho experiência, tenho vontade e sei o quanto o Brasil e São Paulo precisam, neste momento, de todos nós. Tenho pautas muito claras. Combate à corrupção, doa a quem doer, seja ministro do Supremo Tribunal Federal, seja chefe do Executivo, seja um parlamentar. Segundo, e tão importante, segurança pública. Lugar de bandido é na cadeia, trabalhando e estudando, de preferência as duas coisas. Trazer recursos para a segurança pública do estado, numa integração das polícias e especialmente protegendo as mulheres com delegacias abertas 24 horas por dia, sete dias por semana. E regionalização da saúde. Não é mais possível que nós não tenhamos nas regiões toda média e alta complexidade. Para isso, eu preciso do seu voto. Sou do interior, fui prefeita, sei as dores do interior. Quero abrir o meu gabinete para os 645 municípios, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e sociedade civil. Preciso do seu apoio, preciso do seu voto, preciso da sua família. Vamos voltar a ter orgulho dos nossos senadores. Sou Simone Tebet, candidata ao Senado, e meu número é 400." Eleições 2026: debate dos candidatos ao Senado em São Paulo Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/eleicoes/2026/noticia/2026/10/01/ultimo-debate-entre-candidatos-ao-senado-por-sao-paulo-aborda-reforma-politica-fim-das-bets-no-brasil-e-regulacao-de-ias.ghtml


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