Hospitais públicos de Campinas enfrentam superlotação de até 394%

  • 11/03/2026
(Foto: Reprodução)
Hospitais públicos de Campinas enfrentam superlotação de até 394% Os hospitais públicos de Campinas (SP) enfrentam, nesta quarta-feira (11), um cenário de até 394% de superlotação. Diante disso, pacientes que buscam os pronto-socorros com quadros que não são considerados urgentes têm sido orientados a procurar atendimento em outras unidades. Em nota, o governo estadual informou que trabalha na ampliação dos procedimentos e leitos na região de Campinas, mantendo "diálogo contínuo" com a Prefeitura. Além disso, destacou que "o projeto do Hospital Metropolitano de Campinas está em fase final". Já a administração municipal frisou que "nenhum paciente que precisa de internação na Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar fica sem assistência". Leia as notas na íntegra abaixo. LEIA MAIS: Campinas identifica superbactéria em 7 pacientes e fecha UTI do Mário Gatti temporariamente Decreto do Estado formaliza terreno para Hospital Metropolitano em Campinas Veja qual é o cenário atualizado dos hospitais: Hospital de Clínicas da Unicamp Enfermarias: ocupação de 100% UTIs: 100% Pronto-socorro: 394%, com 72 pacientes adultos Hospital PUC-Campinas Pronto-socorro SUS: 365% de ocupação, com 49 pacientes acomodados em macas nos corredores Rede Mário Gatti (hospitais Mário Gatti e Ouro Verde) Ocupação entre 93% e 100%, mas todos os pacientes são atendidos, já que operam no sistema "porta aberta" Sala de espera do Hospital Mário Gatti, em Campinas Reprodução/EPTV 'Não posso ir pra casa desse jeito' A EPTV, afiliada da TV Globo, esteve no Hospital de Clínicas da Unicamp durante a manhã e conversou com pessoas que buscaram atendimento, mas não conseguiram. Esse foi o caso da doméstica Maria Tavares, que relatou uma dor forte na região lombar. "Desde o dia 16 que eu tô assim. Pelo menos um remédio pra acalmar a dor, né? Que dói demais, mas demais mesmo. Não deu para atender porque disse que aqui não é esses casos. Só internação. Eu vou voltar para o Mário Gatti porque eu não posso ir para casa desse jeito. Porque a dor está demais, eu não posso nem respirar. A dor está terrível", contou. O jardineiro David Alexandre também voltou frustrado. "Estou com uma dor atrás da nuca e muita dor de cabeça forte, e estou com uma febre que não passa, ela não para. [...] [Disseram] Que aqui não está atendendo, só no Mário Gatti mesmo, porém o Mário Gatti está super lotado. Cheguei lá numa sexta-feira, semana passada, 11 horas da manhã, saí de lá 8 horas no sábado", relatou. O autônomo Adriano dos Santos quebrou o braço há duas semanas. Ele foi atendimento inicialmente em Paulínia (SP) e hoje buscou a Unicamp para continuar o tratamento. Lá, soube que deveria procurar outra unidade e acabou no Hospital Ouro Verde. "Espero que eles consigam me ajudar, porque não tem como você ficar andando para lá e para cá, ainda mais no transporte público, que já não está fácil", lamentou. Doméstica Maria Tavares relatou uma dor forte na região lombar Reprodução/EPTV O que diz o Estado "A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que nos próximos dias será publicado um chamamento público para a contratação de 2.760 procedimentos mensais, entre cirurgias, internações e leitos de UTI, reforçando a capacidade assistencial da região de Campinas, com investimento mensal de R$4,2 milhões. O Departamento Regional de Saúde de Campinas acompanha de forma contínua a regulação de pacientes para assegurar o atendimento das demandas da região nos serviços conveniados ao SUS. Também está em fase final a contratação de 10 novos leitos de UTI em Pedreira. A SES-SP mantém diálogo contínuo com o Município de Campinas para ampliar a oferta de leitos e serviços na região e reforça que o projeto do Hospital Metropolitano de Campinas está em fase final. A publicação da licitação para a construção da nova unidade ocorrerá nos próximos dias". O que diz a Prefeitura "A Secretaria de Saúde de Campinas informa que nenhum paciente que precisa de internação na Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar fica sem assistência. A ocupação dos leitos é variável, devido à alta rotatividade entre internações e altas hospitalares. Diariamente, em média, cerca de 30 pacientes recebem alta e outros 30 são admitidos em cada hospital municipal. A ocupação das unidades está entre 93% e 100%, mas todos os pacientes são atendidos, já que elas operam em sistema de “porta aberta”. Quando o prefeito Dário Saadi assumiu seu primeiro mandato, em 2021, Campinas tinha 885 leitos, se forem considerados todos os tipos de estruturas disponíveis por meio de convênios da Saúde com hospitais privados e na Rede Mário Gatti. Atualmente, são mais de 1 mil vagas. A Prefeitura de Campinas aplicou R$ 2,28 bilhões na área de saúde no ano de 2025. Os recursos municipais representaram 71,27% do valor direcionado para a área de saúde ao longo do ano. As despesas liquidadas, estimadas em R$ 1,66 bilhão, somaram 24,83% das receitas de impostos do Município, que totalizaram R$ 6,71 bilhões, percentual superior ao mínimo de 15% estipulado pela Constituição Federal e de 17% previsto pela Lei Orgânica de Campinas no período". VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/03/11/hospitais-publicos-de-campinas-enfrentam-superlotacao-de-ate-394percent.ghtml


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